• Andersonn Prestes

O caminho das nuvens



Ele abriu o portão, ligou o carro e saiu afora. O portão, um pouco empoeirado, fechou-se vagarosamente. O destino era o caminho, que começava desde o despertar da manhã. Trabalhara duro. Trabalhara leve. Sabia da importância das rodovias fluírem suaves e distintas, enquanto a chegada era apenas a rota de um novo chegar.

Contemplando o caminho, lembrando do portão e de cada manhã. Em uma nova rua, uma nova morada. Um lar do momento, que deveria aquecer o peito e abraçar os presentes.

Há avenidas largas ou ruelas tranquilas. Ele entende da importância de todas elas em suas histórias e atributos. Não há distinção ou classificação, apenas a mera existência. Aprende na estrada, entende a estrada, compreende que a chegada prévia pode se transmutar com o levar do trajeto.

O caminho é bonito, com árvores e frutos. E, quando as nuvens dispersam e a estrada fica límpida, clara e aquecida: é aí que ele entende que chegou.

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