• Andersonn Prestes

O que faz a música – e o violão



Os instrumentos musicais traduzem nossa intenção de fazer música. São o meio, o processo, da musicalidade. O mais antigo deles é a voz, tão essencial. Gosto muito de diversos instrumentos, incluindo os percussivos, que foi por onde comecei no mundo da música.

A bateria passa uma certa imponência. Aquele instrumento enorme cheio de tambores e pedais. Geralmente fica no meio do palco, no fundo, com seu próprio palquinho – também chamado de praticável. Não faço ideia de o porquê desse nome, que a meu ver não envolve nenhuma prática.

O baixo, grave, encorpado. Sustenta a música, especialmente no rock e no reggae. É um instrumento que ouvimos também com o peito, não apenas com o ouvido.

Desses que são graves, daria uma medalha para o violoncelo. Acho um som muito bonito. O tango argentino, por exemplo, usa-o muito bem com suas notas cheias e emocionais.

Daí tem as guitarras e todos os outros instrumentos de corda. Os sopros, do trombone ao trompete. Flautas, oboés. O belo piano nas mãos do maestro. Incontáveis modos de expressão, combinações e arranjos.

Meu instrumento favorito é o violão. Acho que dependendo da forma como se toca, ele se torna melódico e também bastante percussivo. É um instrumento de madeira, acústico, em que sua sonoridade vai se desenrolando conforme vamos nos familiarizando.

A escola do violão brasileiro é sensacional. Todo nosso ritmo e brasilidade vem a ser representado em nosso violão. Alguns de nossos músicos quebraram barreiras e desenvolveram estilos únicos, aclamados mundialmente. João Gilberto e a bossa nova, por exemplo. O samba suave, com uma batida única, ritmado nos intervalos do tamborin. Jorge Ben Jor e a malandragem. O seu ritmo inconfundível e dançante do violão. Gilberto Gil. Chico César. Entre tantos outros que trazem um imenso legado. Nossa cultura musical sendo uma das mais ricas e criativas do mundo. Sinto orgulho.

Dos “clássicos”, os que mais gosto e possuem mais influência recente em minha música, são Djavan e Lenine.

Eles fazem magia com o instrumento. Seja nas músicas calmas, assim como nas mais agitadas. O dedilhado de “Paciência” (Lenine) traz uma calma instantânea. A batida e a harmonia de “Flor de Lis” (Djavan) a tornam uma obra prima. Recomendo a assistir algumas seções ao vivo dos dois. O artista e seu violão: pode-se sentir a essência desses músicos que transcendem.

Termino o texto colando dois vídeos que gosto muito e podem te alegrar nesse momento de reclusão e recomeço.

- agora vou comer uma “maça” e fazer “só o que me interessa”.






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