• Andersonn Prestes

“Sobre o Tempo”: a versão cover e o mano velho



“Sobre o tempo” é meu próximo lançamento musical. É uma versão cover bem pessoal da música do Pato Fu, uma banda que tenho um carinho e lembrança afetiva. Saindo de Belo Horizonte, Minas Gerais, eles ganharam o Brasil a partir dos anos 90.

Lembro que era muito novo, não sei exatamente quantos anos eu tinha, talvez uns 11, eu fui em um show no bar Opinião, na cidade de Porto Alegre. A memória vem alguns flashes: casa cheia, eu pequeno e com dificuldade de enxergar. Lembro de me sentir espantado quando o John e outro integrante da banda vestiram um colete, uma roupa diferente. Ela era percussiva. Eles se batiam, como numa briga musicada. Aquilo foi muito legal. Eram batidas eletrônicas numa espécie de dança. E eu ali antenado, tentando entender o que estava acontecendo.

Acho que eu já tocava percussão ou pensava em ser baterista na época. Procurei alguma coisa na internet, algum registro que pudesse rever parte desse show que ocorreu cerca de 25 anos atrás. Não encontrei. Às vezes a memória nos engana.

Pato Fu sempre foi uma banda criativa. Por vezes até experimental. Algumas músicas são pesadas, outras baladas tranquilas. A voz suave da Fernanda Takai. O instrumental com diversos elementos inesperados e harmônicos.

“Sobre o tempo” é uma música muito bonita. A medida que vamos envelhecendo ela vai tomando um significado mais profundo. Ela trata o tempo como um amigo, um mano velho. O tempo está lá, sempre nos acompanhando, com sua sabedoria e experiência. E, como numa conversa, pedimos para que ele seja legal. Até porque contamos com ele. Seja no dia ou na madrugada. Aqui parte da letra:

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei Pra você correr macio Como zune um novo sedã


Tempo, tempo, tempo mano velho Vai, vai, vai, vai, vai, vai


Tempo amigo seja legal Conto contigo pela madrugada Só me derrube no final



A verdade é que ninguém escapa do tempo. Ele nos torna humanos e traz propósito.


Um dia tudo acaba. É simplesmente isso.


Temos de fazer dele um amigo.

Tenho certeza que o nosso mano velho vai continuar dando suporte a todos os que chegam.


Minha versão é voz e violão, do jeito que costumo tocar em casa e nos meus shows ao vivo. Gravei assim, bem simples. Eu, o tempo e o violão. Dia 25 de setembro ela ganha vida em todas as plataformas digitais.


Espero que goste :-)



[só uma nota de que me emocionei escrevendo esse post lembrando do meu pai]

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