• Andersonn Prestes

O sol


Chovia, como há muito não chovia. Sentou-se na cadeira, relembrou os percalços e decretou: quando abrir sol o farei. Passaram-se cinco dias, o tempo sempre nublado, apesar da chuva nem sempre recorrente. Tomava o mate, pensava sobre as outras coisas das coisas e passeava na chuva fina com amigos leais. E foram três meses e três noites chovendo. Quando abriu o sol esquecera o que faria - decerto desimportante e mesmo totalmente desinteressante. Algum percalço inventado para desviar das coisas das coisas e os passeios na chuva fina. Sentiu-se bem, livre, e agora novamente poderia caminhar no sol.

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