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BEM-VINDO(a/e)

Descubra o pequeno mundo onde quatro paredes encontram um saboroso café.
Bem-vindo ao “Um quarto e um café”.
Fique à vontade, entre, que cada clique revele boas histórias e que cada momento o faça querer um pouco mais.
Pegue sua xícara e desfrute de uma conversa em um blog de variedades, com muita música, textos de opinião e uma escrita criativa. Há crônicas, contos, em textos que vão do pessoal ao geral.


Passou das horas
Passava das horas Lembrara do abandono Numa lembrança difusa Que se percebia pelo andar carregado Entranhado internamente nos músculos Revelado nos traços Que modula as consequências Que o molda em inverdades Quantos traumas é preciso desmembrar Para entender que não éramos quem pensávamos ser O comportamento é o reflexo das lembranças Em memórias não verbais Asfixiadas ao longo das décadas Incrustadas ao longo do corpo Que, reveladas ao longo dos dias Realizam Fa

Andersonn Prestes
10 de jun.1 min de leitura


A passos largos
Caminho Na frequência do som Quantos decibéis há de haver Na distância que segue a imensidão? Caminho porque tenho pernas Ouço porque tenho ouvidos E os que nada ouvem Ou nada veem? Lembro-me do que experimento Na própria experiência d'A existência E os que existem Ou nada vivem? Indagações que certamente não me dizem respeito A mim é que pergunto Entre a loucura e a redenção O fazer ou o sermão Por onde estarão? Os que bebem água do poço E não se importam com

Andersonn Prestes
2 de mai.1 min de leitura


Projeção
O projeto Minuciosamente pensando Da introdução ao posfácio De projetar No outro Todas as suas dores do mundo Todas suas mazelas da humanidade Fazer daquele Do espelho Não existe ponto sem nó E a culpa se espalha Delegada Numa demanda indelével de validar Aquilo que com tanto apreço Escondeu Acobertou E no sopro do escuro da noite Lembra - percebe Mas o problema é do espelho Numa disputa Em uma verdade que tanto dói nos olhos que enxergam

Andersonn Prestes
2 de mai.1 min de leitura


A tradição
Som, mate, céu Assim faz-se a particular tradição Longe das trincheiras Da expansão Da inconcebível ideia de conquista O costume do outro Não cercará o meu E quando a única tradição é aquela? [Do conflito intempestuoso] Aí é desvio, a inconsistência [A doença] Quando muito do outro se quer É que pouco ou nada se tem Há de achar o mate O som e o céu A tradição De espalhar o terror Aumenta o vazio Do frágil ego Que irá drenar E quando acabar Irá procurar Porque nã

Andersonn Prestes
7 de mar.1 min de leitura


reCriando
Na poeira do tempo, dos pelos ao chão Sob a retirada da ferrugem Despia-se Ficara nu A casca, espessa como aço Corroía-se Por trás de tudo o que o envolvia Do que acreditara que possuía O que carregava que não era seu Levara sem pesar E, no despertar Entendeu o que pertencia O que era: eu O que era dele, dela e dos outros O peso de carregar Tomava lugar ao perceber De realizar E por assim dizer, reCriar

Andersonn Prestes
17 de fev.1 min de leitura


Dias invernais
E passaram-se 48 dias de inverno O gelo era lugar comum A rigorosa rua impedia a circulação Ainda assim, munido de luvas e cachecóis Ia Rumo ao frio Chegava Não será o tempo [Tanto a rua, quanto às horas] A evitar o que planejara Mesmo que diferente fosse Mesmo que ainda assim não quisesse Terminou. O que começará, até o próximo inverno.

Andersonn Prestes
17 de fev.1 min de leitura


Tudo, ser
Tocou o mar O bojo formado na areia Dos pés descalços de carícias com sal O sol beija o horizonte Que adentra ao fundo da água Não sabia as horas Mas do sabiá que retorna ao ninho É aqui, Já não sabe se é mar O sal Ou o ninho De certo é de tudo um pouco Que de pouco não é nada E por isso, apenas por isso É todo.

Andersonn Prestes
17 de fev.1 min de leitura
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