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  • Foto do escritorAndersonn Prestes

Sopros de memória



Somos uma coleção de memórias. Feitos dum emaranhado do que passou. Devemos muito ao nosso passado, mas como diz Rita Lee, não somos escravos dele. Como Gilberto Gil já disse uma vez: há um direito ao esquecimento. O movimento, assim como o tempo, é uma das únicas certezas que temos.

 

Essas são recordações que sobreviveram à enchente. Alguns papéis e fotos estavam em cima da cama (e se mantiveram ali durante os 15 dias), onde o colchão provavelmente flutuou (os dois violões salvos também estavam nessa cama).

 

Muitas dessas memórias ajudam a me definir, a me fazer lembrar de quem eu sou.

 

Fotos de menino, com 14 anos, tocando percussão em show no colégio; fotos de quando fui ao projeto Rondon no interior do Amazonas; do meu intercâmbio de trabalho voluntário entre Brasil/Canadá. O álbum de figurinha do Senna (que meu pai ficou mais feliz do que eu em completar); o álbum de fotos da minha formatura em Biologia. Meu relatório final de quando dei aula para o Ensino Médio do ensino Público. Crachás de feiras de música e rodadas de negócios na cultura. Recortes de jornal antigos. Entre outras coisas.

 

Perdi muita coisa, incluindo muito material de portfólio da minha carreira artística. Mas em grande parte, esse tipo de material, está digitalizado.

 

Foi legal quando separei, limpei e organizei o que ficou. Um pedaço de mim está guardado.






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